sabado a noite, casa nova, musicas velhas, pensamentos

quando eu achava que não, veio. veio todas as coisas mais bonitas, porque, devo confessar, eu tenho muita sorte. eu tenho sorte pra caralho. das coisas mais bonitas, veio o meu irmão, minha cachorrinha, minha aprovação na faculdade, meus amigos, minha namorada. eu olho pro lado e não to só. eu olho a redor e não consigo nem reclamar de qualquer coisa sem depois me sentir um pouco mal por isso.
sempre que eu acho que não dá mais, a vida me surpreende. e eu não canso. devo admitir que gosto (muito!) de surpresas. e só me resta a agradecer à vida por eu ter a minha 🙂

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sobre o amor

às vezes acontece. acontece de você amar alguém tanto que quer ver sem precisar procurar. sem precisar olhar longe. no máximo, no limite, trocar de cômodo. sentir o incômodo no frio da barriga chegar no ponto de não incomodar. é rotina. amar é rotina e ter na rotina o amor devia ser de lei. amar todos os dias, amar sem rei pra mandar ou desmandar. não saber desamar, não conhecer desamor. saber desaguar, chorar junto e cantar. correr, gritar. de alegria e de tristeza: de amor. que beleza. e eu quero saber amar. sem prender e sem precisar regrar. sem planos e com cada coisa em seu lugar. conhecer num ponto, num tanto, de já não precisar falar. conhecer cada detalhe e não se acostumar. conhecer cada vício, maneira e trejeito e ir sem medo. não ter medo de amar. não ter receio em dizer. ter coragem de fazer. ter coragem de ser. amar sem poder é um ato de coragem. ter fé no amanhã que pode nunca chegar é saber que o amor faz o impossível. a maior das energias. o maior dos afetos. afetar-se pelo outro livremente e de comum acordo. tanto pro bem quanto pra mal. se envolver com outra pessoa é andar numa corda bamba, é dançar de olhos fechados na beira de um precipício, é tentar correr na areia movediça. e não é lindo? e não é bonito? o outro é complexo. pessoas são complexas. aceitar a complexidade, tentar entender e abraçar a confusão é prova de amor. a maior delas.

 

quatro do sete de dois mil e dezessete. dezenove anos. ou vinte e um, quem sabe. repete.

3 elementos

Eu estava com os meus amigos. O ar era escuro, mas havia tons de azuis verdes e outras cores indecifráveis. Era como as cores do universo. Estavamos reunidos como sempre, planejando coisas como sempre. Rostos conhecidos e desconhecidos. Um lugar onde havia mais gente. Uma chamada para ir a algum outro lugar e eu não podendo ir. Todos foram, não me lembro se eles insistiram pra que eu fosse ou se aceitaram facilmente. Me perguntaram se eu iria e eu apenas disse que não. Me perguntaram o porquê e eu apenas disse “porque não”. Eles se foram e eu fiquei. Me sentei e fiquei só por poucos instantes. Uma garota se aproximou e atrás dela estavam seus amigos. Não me lembro de como ela era, mas me parece que ela tinha cabelo ruivo, ou algum de seus amigos, não sei. Esse cena tem uma cor alaranjada pra mim. Ela me perguntou porque eu estava sozinha, onde estavam os meus amigos. Eu relatei que eles haviam saído. Ela, então, me questiona:
– E você não foi com eles?
– Não – eu respondo.
– Por quê?
– Por que estou sem sapato, sem chaves e sem dinheiro – eu digo.

E acordo.

 

Relato de sonho 05/2017